Crônica do sapo e a persistência
Olá, pessoas!
Vou falar agora de uma qualidade excelente do nosso amigo sapo.
A natureza disse que ele tinha que existir para cumprir uma cadeia alimentar. Poucos agradecem, mas ele come tantos insetos que poderiam nos atrapalhar. Ele procura lugares frios e iluminados, inclusive a nossa casa se achar algumas frestas debaixo da porta e passeia por toda a sua casa procurando algum conforto que não achou lá fora no meio do mato ou em algum brejo. A dona de casa as vezes se arrepia de nojo e medo e o marido pega a vassoura de "piaçava" (entre aspas, pois não sei se é assim que escreve) e açoita o bichinha até o terreno baldio de fronte a sua casa. Mas ele, parece que não sente que dói a vassoura nas costas. No outro dia, se lembra ... será que esse anfíbio é dotado de um instinto geográfico que mapeia o lugar por onde passou para retornar no outro dia? Ele é um ser irracional. No outro dia e no outro e no outro, é a mesma labuta: chutar ou espantar com um chute o pobre sapo, tão inofensivo, comedor de grilo que iria cantar a noite toda e, ... Enfim, é a vida. O sapinho precisa de algum lugar onde possa cumprir seu ciclo, pois a residência é lugar impróprio. Um dia ele vai morrer, ou vai encontrar outro lugar, mas a qualidade excelente dele é a persistência e a teimosia, às vezes demasiada. Essa persistência, alguns poucos homens sábios que se fazem de tolos e amam a causa maior, possui. Até que um dia ele se encontre habilitado para nutrir seu ciclo de vida formal em outro canto, daí então traça outro mapa e segue a vida com a mema ou maior motivação com a primeira, já que ele agia com honestidade e eficiência. Tal homem sapo, desistem de comer aqueles grilos, que ficarão cantando naquelas cabeças pequenas, incomodando seu sono, até que o ciclo vital dos grilos passe, ou então que percam tempo com a sandália havaiana matando grilo. Perde-se um tempo enorme, atrasando a causa, mas o nojo do sapo fala mais alto e causa que passe um pouco do tempo no forno. Se tustar, problema deles.
Salve sapinho!
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