Sabriana, a poetisa: Biografia de Marcelo (Novela Poética - capítulo 1)
De onde veio Marcelo?
Nasceu numa cidade pequena
Com um instinto de Justiceiro
Ainda quando criança
Era do fraco um companheiro
que entrava debaixo da briga
Se arrastando pela barriga
e levantava empunhando um soco
para ao valentão dá o troco
Dor de cabeça dava aos pais
que não imagina jamais
que ele seria um soldado militar
até que aos 18, pro exército veio entrar
Com 7 anos era craque de bola,
Lá pros 10 teve sua hora
de virar um profissional juvenil
que nem a religião lhe impediu
Deixando a primeira comunhão
Em um domingo de competição
Aos onze, embriagado, se perdeu
nunca mais precisou descascar banana
Em um bar lhe deram muita cana
e sem perceber foi levado para cama
Por uma mulher dama bem bonitona
Com 14 era contra a prostituição
depois de arrancar uma virgindade
Passou a viver uma conjugação
Disse-lhe a mulher que ali no hotel
Era só a lua de mel
Mesmo sendo paquerado de verdade
A outra mulher não dava ousadia
Mas só morou com ela 30 dias
Pois em Minas era sua moradia
Foi embora sem lhe dar um bom dia
Estava na cidade de férias
E desse caso sou restou pilhérias
Chegou a notícia de repente ...
... E depois eu conto a parte mais influente
Voltou para casa do pai cabisbaixo
e além de um pisa, muito relacho
mas não levantou aos pais os seus músculos
Pois temia a Deus do seu jeito
Sabendo que os pais merecem respeito
Júlia Pedrina convida ao seu leito
E ele tímido não pretende aceitar
Mas por viado não queria passar
Resolveu lhe satisfazer
e no outro dia arruma suas coisas
e passa a com ela viver
E agora? sem emprego fixo
Jogar bola é apenas um bico
Machista que era ele
Não aceitou dela o sustento
Passou a limpar excremento,
Mas por ser um homem forçudo
e saber fazer de tudo
Foi trabalhar em um balcão de bar
Mas com sua sabedoria a criar
muita história linda no pé do balcão
atraiu cliente de montão
Da escola desistiu não
Um dia, um bom amigo policial
Deu-lhe uma boa indicação
A proposta para Júlia foi sem igual
Que lhe deu um grosseiro não
"Você desperdiça semente todo dia
Mas eu preciso de um filho gerar
Agora inventa essa mania
De outra pistola querer usar.
Homem que garante as calças que veste
A mulher logo o ventre cresce
Contigo nunca fico sem prazer
Mas nem um comprimido eu uso
Par ver se adquiro um bebê"
Marcelo só tinha dezessete
e dois anos vivendo com ela,
mas mesmo que filho tivesse
A realidade do sonho não se espera.
Partindo para a capital,
arranjou um emprego com seu amigo
até ter a idade normal
de entrar para a profissão perigo
Logo conheceu Laura
e ficou convencido
Deus, ao bom homem, não desampara,
Não ficarei de coração partido
A moça queria logo se adiantar
mas a pressa dele era se casar
Pois a moça era filha do seu companheiro
Que tratou do casório ligeiro
Dizendo a filha uma frase sensata:
"Homem de fibra não se descarta,
mas antes, bem cedo amarra,
Para a geração procriar
O sonho do velho militar
era seus netos abraçar
pois já estava na casa dos cinquenta
E o seu colo ainda aguenta
segurar seus herdeiros sem reclamar
Laura, filha única
Não conseguia engravidar
"Êta que homem de pouca força"
Arranje outro para você engravidar
Júlia, que nesse homem não se pode confiar
Quão dura foi a separação
Mas Marcelo intacto saiu
Não foi vítima de traição
Logo se juntou a mulher mais prazerosa
De nome feio a tal Carmosa
A melhor de cama entre todas
Mas não adiantava vê-la tão folgosa
Se no ventre não surgia criança
Descasou aos 39
E aos 45, como é que pode?
Tirou da amargura essa poetisa
Órfã de mãe e pai e combatida
Ficou grávida de uma relação de tortura
Dois anos de namoro, péssima aventura
Foi desflorada em uma embriaguez
e o ventre guardou uma semente
Para Marcelo ser pai a primeira vez
Faço uma ressalva a vocês:
Mas depois da quarta separação
Sua mente deu uma viração
e ele passou por um barraco
e deu a uma pobre coitada
Uma noite mais do que feliz
Seguiu sozinho a sua estrada
e na sua próxima parada
Começou a rondar uma menina
E a ela trouxe autoestima
Não se sabe se o sentimento
era consolo do sofrimento
ou se a paternidade lhe batia a porta
pela moça ou pelo seu corpo
Só sei que naquele beco
O rapaz negava seu fruto
e Marcelo cortado de pena ...
ou já de amor quem sabe?
Disse: "O filho é meu, compadre.
Vamos para casa, moça linda!
E eu assustada: Pera ainda!
Eu não sei quem você é
Ele me induziu a entrar no carro
Bruno fugiu assustado
Fui levada para uma mansão
pois não podia voltar naquele estado
para a casa dos meus padrastos
Parece que acordo agora
daquela noite tão maldosa
Mas suspiro muito feliz
No outro dia Marcelo me diz:
Nunca pude ser pai
Esse fruto do teu ventre só sai
Para ser filha de um homem responsável
Prometendo ser mais amável
do quem o sangue doou a você
Hoje a noite marcaremos o casório
E você não será mais humilhada
Já que na casa de João e Dora
Você não é filha, mas sim empregada
Pela posição social de Marcelo
A proposta foi aceita
Mas difícil foi a receita
Usada para me convencer
A daquele carro descer
Engolir a mentira do plano
Que quando desfeito o engano
Beatriz já estava envolta em um pano.
Na próxima página dessa produção
A Novela terá continuação
Prepare a sua intuição
Pois trarei um relato de Marcelo
Com uma grande revelação.
Comentários
Postar um comentário